Crea-BA ressalta pioneirismo da Bahia na produção de energia renovável

Crea-BA ressalta pioneirismo da Bahia na produção de energia renovável
Além de possibilitar a redução das emissões de gases de efeito estufa, os investimentos em energias limpas possibilitam maior geração de emprego e renda. Freepik

Estado lidera a produção nacional de energia eólica e avança em projetos de hidrogênio verde

A Bahia ocupa posição de liderança e pioneirismo no que diz respeito à produção de energias renováveis. Todos os empreendimentos em desenvolvimento no estado, desde a microgeração até a implantação de grandes parques geradores, contam com o acompanhamento do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), que faz a fiscalização das atividades e a verificação das competências dos corpos técnicos responsáveis.

Em relação as outras regiões do país, o estado leva vantagem devido às suas condições climáticas e geográficas. Há muitos corredores de ventos, propícios à geração de energia eólica, e grandes períodos de intensa radiação solar. Além disso, nos últimos anos, várias políticas ambientais foram colocadas em prática, com a criação de diversos programas de incentivo.

Muitos projetos estão se consolidando, como o recém-lançado Plano Estadual para Economia de Hidrogênio Verde na Bahia, que coloca o estado na vanguarda de aproveitamento de fontes com alta densidade energética e nula geração de carbono (CO2), permitindo a substituição de combustíveis fósseis. Outra novidade é a chegada dos veículos elétricos. No último mês de setembro, o governo estadual realizou a entrega de 20 vinte novos ônibus elétricos à frota do transporte público de Salvador.

“A Bahia se destaca na produção nacional de energia eólica, com o maior número de plantas instaladas. Também abriga a primeira instalação solar conectada do país, presente no Estádio Roberto Santos (Pituaçu), na capital”, comenta o presidente do Crea-BA, engenheiro agrimensor Joseval Carqueija. 

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica (ABSOLAR), as usinas hídricas respondem hoje por menos da metade da energia gerada na matriz elétrica do Brasil. Isto acontece porque recentemente a energia solar aumentou sua participação para 15,8%, adicionando 13,5% GW à capacidade instalada. Já a energia eólica chegou a 12,2%, o que totaliza quase 27 GW.  

Além de possibilitar a redução das emissões de gases de efeito estufa, os investimentos em energias limpas possibilitam maior geração de emprego e renda. Na Bahia, o desenvolvimento econômico e social fica bastante visível através da instalação de usinas centralizadas em cidades do interior, onde se encontram a maioria delas. Os projetos fomentam o desenvolvimento de mão-de-obra mais qualificada. “Em nível mais amplo, tudo o que é feito contribui com a redução do preço global do sistema, gerando uma energia mais barata à população”, observa Carqueija.

Manter os programas existentes e incentivar a implantação de outros são desafios para os próximos anos. Porém, a grande preocupação gira em torno do real aproveitamento do que é produzido pela Bahia dentro do próprio estado baiano. “Atualmente, tudo o que é gerado entra em um sistema nacional de distribuição, ajudando o país a manter seus reservatórios de águas pluviais em volumes satisfatórios. Porém, mais benefícios podem e devem ser convertidos à população local”, diz o presidente do Crea-BA. 

Em tempo - A evolução das energias renováveis na Bahia foi tema das comemorações do Dia do Engenheiro, promovida pelo Crea-BA, em 12 de dezembro. Para falar sobre o assunto, o conselho convidou o coordenador de desenvolvimento de projetos na Brennand Energia Eólica, José Guilhermino Júnior. 

Por Camila Fiuza
Apex Conteúdo Estratégico