Mesmo preso, Binho Galinha troca de partido e é pré-candidato à Alba
Legislação não impede que deputado dispute eleição
O deputado estadual Binho Galinha está preso desde outubro do ano passado. Ele foi preso no âmbito da Operação Estado Anômico, e de acordo com o Ministério Público da Bahia, ele é apontado como líder de uma milícia com atuação predominante em Feira de Santana e cidades do entorno, que praticava lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça, jogo do bicho, entre outros crimes.
Mesmo detido, ele segue ativo na política. Na janela partidária, que se encerrou na semana passada, Binho Galinha deixou o PRD e se filiou ao Avante. Ele também é pré-candidato à reeleição a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
Apesar da condição adversa, o deputado não está impedido de disputar as eleições. Isso porque ele está preso preventivamente e ainda não foi julgado. A Legislação Eleitoral impede o registro de candidaturas somente em casos de julgamentos em segunda instância, o que ainda não é o caso do parlamentar.
“Ele não foi condenado em processo algum, mesmo em processos anormais e com vícios e nulidades insuperáveis”, disse ao portal A TARDE o advogado Gamil Foppel, responsável pela defesa de Binho Galinha.
Opinião de especialista
Ademir Ismerim, um dos maiores especialistas em direito eleitoral na Bahia, explica com mais detalhes o motivo pelo qual o deputado ainda pode se candidatar e eventualmente tomar posse de um novo mandato se for eleito.
“O processo tem que transitar em julgado porque quando é crime a lei estabelece a pena e mais 8 anos de inelegibilidade, mas só depois de sair a decisão ele fica impedido de ser candidato. Ao longo do mandato, se ele se eleger e ele for condenado do curso do mandato, ele perde o mandato”, explanou.
Ainda conforme o relato, após o desentendimento, o motorista teria retornado ao veículo e, em seguida, ocorrido o avanço que atingiu as vítimas.
"E, infelizmente, ele (o motorista) discutiu com a mulher. Eu não sei o que passou na mente dele, juro para você mesmo, eu não sei. Mas ele foi contra o muro, ele entrou no ônibus depois da discussão e acelerou, ele acelerou. Isso é a verdade."
O jovem também questiona a versão inicial de que o caso teria sido um acidente, e afirma que o episódio teria sido intencional, o que ainda não foi confirmado pelas autoridades.
"E, infelizmente, isso não foi um acidente, foi uma tentativa de homicídio, foi um homicídio, tá? Estão tentando passar a culpa, porque se fosse eu, se fosse você que está assistindo isso aí, eles iam culpar, tá? Eles iam te culpar, eles iam me culpar."
"Então, famílias estão chorando, famílias vão ter velório hoje, por simplesmente dois segundos de ódio de uma pessoa que não soube se controlar. Eu não tô nem aí, tá? E, infelizmente, é isso que aconteceu. Tenho como provar porque eu estava dentro desse ônibus também, tá bom?"
"E espero que vocês não compartilhem fake news sobre o que aconteceu. Vocês não estavam lá. Vocês, empresários, infelizmente estão sendo enganados também."
Por Anderson Ramos - A TARDE













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